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Vida a dois: COM o outro ou PELO outro?

Olá pra você que gosta de colocar a cabeça pra pensar e alcançar boas reflexões sobre a vida, numa busca incessante de ser melhor.

Hoje proponho a você o desafio de mergulhar num questionamento sobre convivência, principalmente se você está se preparando para o casamento, já está nessa caminhada de vida a dois por um tempo ou até mesmo se anda com dificuldades no relacionamento com as pessoas em geral (essa reflexão é válida para todos os tipos de relacionamentos, não só amorosos).

É comum encontrarmos dificuldade quando nos relacionamos com os outros, afinal somos diferentes em infinitos aspectos. É necessário equilibrar gostos, manias, temperamentos e, tantas e tantas vezes, renunciar suas próprias vontades para a boa convivência acontecer e juntos encontrar o melhor caminho pra seguir. Tudo flui melhor quando existe reciprocidade, reconhecimento e empenho de ambas as partes. E nesse caminho até mesmo pessoas tão opostas podem se entender muito bem e encontrar felicidade no relacionamento.

Por outro lado, há uma questão que quero ressaltar, porque muitas vezes não percebemos os riscos existentes em algo que aparentemente nos traz tranquilidade. A gente se preocupa diante de dificuldades, quando há brigas, atritos, limitações e desentendimentos frequentes. Mas nunca nos preocupamos quando o relacionamento caminha às mil maravilhas aos nossos olhos.

Sem dúvida, damos pulos de alegria e alívio quando encontramos pessoas com as quais nos identificamos logo de primeira e temos afinidade em praticamente todas as situações. E é para esse fato que quero chamar mais atenção. Pois é! Pode parecer estranho, afinal qual seria o problema num relacionamento em que tudo parece maravilhoso?

A questão é que criamos hábitos facilmente, e geralmente não questionamos muito algumas coisas. É fácil demais para nossos hábitos se acomodarem em situações confortáveis, mas precisamos avaliar constantemente se tal situação está sendo saudável, produtiva e coerente.

Há muitos relacionamentos presos a uma dependência enorme, dependência essa que não é só financeira, é ainda mais perigosa porque é emocional e social.  A essa tal relação chamamos de Codependência, e precisamos ficar alertas quanto a isso uma vez que podemos não notar que já estamos dentro de um relacionamento assim por ser fantasiado de algo bom e cômodo de se viver, no entanto pode gerar um modo de vida destrutivo se continuar despercebido e/ou alimentado.

Justamente por se darem tão bem, algumas pessoas tendem a criar um mundo só delas, vivem ligadas a tudo o que o outro faz, pensa e sente. Eis o perigo! A sua identidade se perde por se misturar demais com a do outro. E se assim tudo continua seguindo “lindamente”, você já não saberá mais viver sem o outro. E isso não é nada bom, porque a sua vida NÃO é a vida do outro.

“Ahhh, mas é tão romântico e profundo dizer: minha vida é sua, vivo por você, não me vejo sem você, você é meu tudo!” Pode até ser romântico, mas não é nada realista, muito menos saudável para os dois. Precisamos separar, com inteligência emocional, as coisas e os sentimentos. Não digo para ser mais frio, seco, sem dengos com o ser amado. Só quero lembrar da importância de não deixarmos nossa individualidade se perder.

Todos nós precisamos ser livres para sabermos do que gostamos, para conciliar as diferenças num relacionamento, para termos nossas próprias amizades e momentos (e que serão só nossos), para fazermos coisas sozinhos e então convivermos com todos de forma mais saudável, mais produtiva e mais feliz. Assim estaremos dividindo nossa vida, nossa realidade, com o outro e também recebendo tudo de novo que a vida do outro trará. Partilhar é mais interessante do que só viver sempre as mesmas coisas juntos.

Por isso, vamos pensar mais: Viver pelo outro me leva a anular a minha própria vida e fazer tudo somente em função do outro. Mas viver com o outro me permite evoluir em muitas coisas, mesmo sozinho, e então ter alegria e prazer em compartilhar essa minha vida com alguém que amo e que eu valorizo, reforçando que é importante demais tê-la ao meu lado. AO MEU LADO, NÃO COLADA DEMAIS EM MIM.

E vamos seguindo, sem dependências, sem apegos, sem comodismos. Com mais leveza, amor e sabedoria.

Até a próxima!

E conta pra mim o que achou dessa reflexão, deixe seus comentários e opiniões aqui pra gente. É sempre bom ouvir o outro lado e assim somarmos mais e mais na vida uns dos outros.

Crianças, um valioso caminho de desafios

Nessa última semana do mês de Outubro, vamos refletir um pouquinho sobre pessoas bem especiais?

É o mês das crianças e não podemos deixar de dedicar um tempo aqui no blog a elas. Figuras especiais que nos cercam com seus encantos, alegram nossa vida e nos desafiam bastante na hora de educá-las. Por isso, vou listar algumas dicas importantes sobre como lidar com nossos pequenos, tanto nas permissões, aplausos e aprovações, quanto nos limites, desaprovações e disciplina.

Sem dúvida o amor é o melhor caminho para guiarmos nossas crianças em todo o processo de sua formação. Precisamos ser amigos de nossos filhos, sempre, mas há um limite tênue entre essa amizade e a autoridade sobre eles. Não podemos ser passivos o tempo inteiro, pois isso resultará na inversão de autoridade, a criança passa a dominar e podemos criar indivíduos impacientes e egocêntricos. E na verdade, ser amigo é ser duro também, querer o bem do outro e muitas vezes chamar a atenção, certo? Então, para os limites serem compreendidos pelas crianças é fundamental direcioná-las com firmeza, seriedade e carinho. Sem dúvida não deixarão de se sentir amadas, respeitadas e entenderão que tem valor o que ensinamos a elas.

Para ficar mais fácil esse enorme desafio de educar, é fundamental conhecer seu filho e ter empatia por ele, se interessando pelas fases em que ele se encontra e pelo que ele está sentindo, vivendo e percebendo.

Lembre-se de que não há receita mágica que garanta cem por cento de sucesso, cada criança é um ser em formação e que tem sua maneira particular de perceber o mundo, então o que funciona pra um pode precisar de ajustes para funcionar para o outro, ou então o que não funciona num dia/momento pode funcionar melhor no dia seguinte ou daqui uns minutos. Por isso, é crucial ter paciência e insistir. Buscar ajuda, apoio e informações adequadas também reforça os bons resultados.

São muitos fatores e isso requer muito tempo de orientação e acompanhamento, mas consegui reunir passos básicos que já auxiliam bastante. Escreva aí nos comentários suas dúvidas que terei grande alegria em responder.

Sinal Verde

Sinal Vermelho

Explique sempre com exemplos e visualizações. Cuidado com excessos de cuidado  ou brigas desnecessárias.
Dê responsabilidades de acordo com cada idade. Não faça o que seu filho já pode fazer sozinho.
Converse – saiba como falar, orientar e ouvir. Evite gritar. Ser firme e manter autoridade não precisa de gritos ou palmadas.
Parabenize os esforços diante de conquistas, mesmo pequenas.

Seja coerente com sua linguagem verbal e não verbal – você é o maior exemplo.

Não ignore, mas também não supervalorize. Seja verdadeiro, sem exageros.

Não ache graça do que mais tarde pode ser um comportamento muito feio.

Permita algumas escolhas (por exemplo: entre duas roupas escolher uma, entre 3 brinquedos escolher um). Não atenda vontades em momentos de pirraça.
Estabeleça uma rotina a ser cumprida e valorizada. Não superproteja ou coloque medo pra que seu filho te obedeça.
Mantenha a sua palavra. Não volte atrás depois de dizer “não”, a menos que seja explicado para a criança de forma coerente o porquê da mudança.